pediatrica
Algumas crianças, logo após o nascimento, apresentam áreas de tensão (disfunções), que, dependendo do seu potencial de adaptação, desaparecem durante o primeiro mês, corrigidas pelo seu próprio desenvolvimento, pela respiração e, sobretudo, pela amamentação. As que não conseguem se livrar sozinhas dessas zonas de tensão se beneficiarão da intervenção osteopática. O osteopata, estudioso de anatomia e fisiologia, compreende como os sistemas corporais se inter-relacionam e se afetam mutuamente, e examina com rigor suas estruturas. Nos bebês, são sinais que sugerem a avaliação osteopática: – Irritabilidade – Choro excessivo – Padrões de sono (perturbado) – Dificuldades alimentares (sucção) – Problemas digestivos (cólicas, flatulência excessiva, refluxos) – Assimetrias face/crânio – Infecções recorrentes (olhos, ouvido), tosse Assimetrias dinâmicas – a preferência por um seio durante a amamentação pode surgir disfunções na coluna cervical ou articulações temporomandibulares (pescoço e / ou mandíbula) O objetivo da abordagem osteopática em pediatria é remover os obstáculos ao crescimento normal do bebê. O osteopata colhe as informações referentes à gestação, ao parto, à saúde recente e ao comportamento do bebê. Realiza os exames de rotina e a avaliação osteopática, incluindo padrão respiratório, exame de reflexos e desenvolvimento motor. Ele examina o bebê da cabeça aos pés, percebendo a mobilidade da coluna, da pelve, do tórax, dos membros e do crânio. O profissional, treinado para perceber alterações nos tecidos e detectar disfunções em todo o corpo, utiliza a palpação para avaliar a mobilidade do corpo, incluindo o crânio. As técnicas manuais suaves tratam as restrições de mobilidade e estimulam a capacidade de autocura e de adaptação do bebê. O tratamento elimina as tensões, que se traduzem em obstáculos ao crescimento e ao desenvolvimento normal. A detecção e o tratamento precoce das alterações de mobilidade evitam males crônicos na vida adulta.