Osteopatia para tratamento nas Lombalgias

Osteopatia para tratamento nas Lombalgias

 
Osteopatia para Coluna Lombar

As Manipulações Osteopáticas são um instrumento a serviço dos profissionais fisioterapeutas. Mas a Osteopatia é bem mais do que isso: é uma ciência e uma arte que se permite fazer o diagnóstico palpatório de bloqueios tissulares, em geral, e articulares, em particular, igualmente chamados de lesões ou disfunções, necessitando utilizar manipulações. Finalmente é o raciocínio que se permite fazer a ligação entre essas observações e a patologia funcional apresentada pelo paciente.  A Terapia Manual Osteopática –  Osteopatia, utiliza a força muscular relativa do paciente para ajudar a alinhar, equilibrar e fortalecer os músculos e os ligamentos que suportam a coluna vertebral. Embora a maioria dos tratamentos médicos convencionais se concentre na coluna vertebral e nos nervos, de forma isolada, muitas vezes exigindo cirurgias não muito seguras para o paciente, a Osteopatia utiliza de tratamentos acompanhados, seguros, não invasivos que permitem que a coluna vertebral se reposicione, proporcionando maior suporte para a região lombar.

A Osteopatia é indicada para tratar várias patologias, como: hérnias de disco, dores e deformações na coluna lombar, dores ciáticas, patologias esportivas, cefaleias, vertigens, fibromialgia, disfunções da Articulação Temporomandibular, constipação intestinal, refluxo (inclusive em bebês), dificuldades emocionais, mas hoje, especificamente vamos referenciar a sua utilização para as Lombalgias.

A dor lombar é a queixa mais comum em ambulatórios e clínicas de fisioterapia atualmente. Grande parte da população já sofreu ou sofrerá de dor lombar em alguma época da vida, estima-se que entre 70 a 80% da população experimentarão dor lombar alguma vez na vida. Estes episódios ocorrem geralmente entre as idades de 30 e 50 anos, em virtude de ser o período de vida mais produtivo, gerando um enorme custo econômico e social. Em muitos casos, os sintomas podem ser eliminados sem  tratamento especifico, mas por outro lado um grande número dos casos torna-se crônico, com presença dos sintomas de dor por tempo indefinido. Nossa coluna lombar está sujeita a repetidas cargas e estresses que podem ser indolores, eventualmente, estas mesmas cargas podem favorecer o processo de degeneração de uma articulação. No caso específico da coluna lombar, por ser uma região onde passam grandes forças descendentes, principalmente a do peso corporal, poderão ocorrer disfunções somáticas, resultando em um processo degenerativo que irá interferir na biomecânica articular, levando a episódios de dor.

A Osteopatia é um tratamento recente surgido nos Estados Unidos, cujo criador foi o Dr. Andrew Taylor-Still (1828-1917), que apresentou os grandes princípios desta medicina natural. Sua definição atual de é: “É uma abordagem diagnóstica e terapêutica das disfunções de mobilidade tissulares em geral, e articular, em particular, no quadro de suas participações no aparecimento da doença”. A osteopatia deve ser desmistificada, pois está fundamentada na anatomia, na fisiologia e na semiologia, não existindo fórmulas, sendo o tratamento fundamentado em exame clínico.

O objetivo da escolha da Osteopatia como tratamento em pacientes com lombalgia crônica se deve ao fato da mesma ser considerada uma abordagem eficaz em normalizar e equilibrar as funções músculo-esqueléticas e viscerais, contribuindo desta forma para a eliminação do quadro álgico e diminuição da progressão do processo degenerativo.

Precisamos entender que, quando o sintoma está na coluna lombar, normalmente, a região do corpo que está em disfunção somática (ou Osteopática) encontra-se em estado de HIPOMOBILIDADE, gerando compensações de estruturas vizinhas que entram em estado HIPERMOBILIDADE, as quais geralmente compreendem o local em que o paciente refere a dor. Essa dor pode ter várias possibilidades de causas diferentes sendo a dor na coluna lombar apenas consequência das adaptações e compensações que o corpo sofreu.

O tratamento apenas da região lombar, tratamento mais localizado muitas vezes, não produz o resultado esperado, de modo que os sintomas persistem e a lombalgia assume uma forma mais crônica (a partir de 3 meses). Por essa razão, no tratamento Osteopático, uma das características mais evidentes e fundamentais é a avaliação que procura identificar a causa do problema para, a partir daí, aplicar as técnicas adequadas de modo muito específico e analítico em cada tipo de estrutura do corpo relacionado ao problema.

Os pesquisadores da Universidade do Norte do Texas e os pesquisadores do Texas College of Osteopathic Medicine realizaram sua pesquisa em 455 pacientes – 269 (59%) com dor nas costas com baixa gravidade e 186 (41%) com dor lombar severa.

Os pesquisadores concluíram que: O maior efeito da Terapia Manual Osteopática – Osteopatia,   conseguir a redução substancial da dor em pacientes com dor lombar específica. Mais, que a Terapia Manual Osteopática, pode ser uma opção atrativa em tais pacientes antes de optarem ou passarem por tratamentos mais invasivos e onerosos.

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