A importância da Avaliação Fisioterapêutica

A importância da Avaliação Fisioterapêutica antes de iniciar o tratamento.

Segundo o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional – COFFITO,  sob resolução nº 404, de 4 de agosto de 2011, Artigo 3º, parágrafo primeiro – Para o exercício da Especialidade Profissional em Fisioterapia Traumato-ortopédica é necessário o domínio das seguintes Grandes Áreas de Competência entre outras a   Realizar consulta fisioterapêutica, anamnese, solicitar e realizar interconsulta e encaminhamento.
Avaliação Fisioterapêutica

Um dos passos mais importantes que muitas das vezes é negligenciado antes do tratamento fisioterapêutico, a Avaliação Fisioterapêutica, algo que não deve ou deveria acontecer.  O diagnóstico médico não abona o processo de avaliação, pois como ele o Fisioterapeuta tem todo o direito e dever de investigar todos os fatores pertinentes a patologia, para a partir daí, traçar o protocolo de tratamento na fisioterapia.

É comumente nós ouvirmos a seguinte pergunta quando o paciente está buscando uma clínica ou um profissional para a execução de um tratamento fisioterapêutico, mas precisa fazer avaliação para fisioterapia? Eu já tenho o pedido do médico… Como na medicina, na fisioterapia acontece da mesma forma, ou deveria acontecer, o paciente deve ser examinado, interrogado e realizar testes de fisioterapia, eles devem ser feitos para se chegar a uma conclusão precisa sobre a causa do problema. Um tratamento de fisioterapia sem diagnóstico fisioterapêutico é um tiro no escuro e, infelizmente, acontece com mais frequência do que imaginamos.

Se você iniciar um tratamento fisioterapêutico, e perceber que ao seu lado tem um paciente com uma Lombalgia e você com diagnóstico de alguma patologia no quadril ou qualquer outra diferente da dele, por exemplo, e os mecanismos usados são os mesmos para ambos, desconfie, você ou ele, ou pior, ambos podem estar sendo tratados de maneira errônea. Infelizmente presenciamos alguns fatos, que muitas das vezes pela indevida falta de importância, não somente do profissional, mas também do paciente, que as vezes por falta informações ou até mesmo   para baratear o tratamento, ou, por outras razões, não se dá a devida importância para este passo e acaba por não se chegar ao resultado esperado das técnicas aplicadas. É muito triste, presenciar casos pós cirúrgicos onde o investimento em uma cirurgia é altíssimo e na etapa muito importante, que é a reabilitação, algumas pessoas por míseros R$(Reais) não tem preocupação em considerar os fatores em qualidade e seriedade no tratamento.

Outro vilão muito relevante é a fonte das informações disponíveis na internet, as pessoas leem qualquer matéria na rede  sobre seu problema e acham que já estão aptas para escolher o tratamento mais adequado, baseado em informações muitas das vezes duvidosas, ressaltamos, a internet é muito útil para instruir desde que a informação tenha embasamento científico e seja de confiança, mas não substitui um profissional da área que  estudou e se especializou para os devidos fins e .que ainda se especializam para tal. Existem vários requisitos que devem ser considerados antes de iniciar um tratamento fisioterapêutico e que são muito relevantes para que não ocasionem nem um transtorno para o paciente nem para o profissional. Leve em conta se o profissional e a clínica possuem registro nos órgãos competentes, principalmente no Conselho de Fisioterapia (CREFITO E COFFITO), outra dica, considere o número de pacientes atendidos por horário, hoje infelizmente passamos por uma crise na saúde pública e até nos convênios de saúde privada que visam mais a lucratividade do que o bem-estar do segurado, e acabam comprometendo a qualidade nos tratamentos por atenderem um contingente maior por horário que o devido. Sabe aquele velho ditado que ouvimos desde pequenos, o barato sai caro. Fica nossa dica, procure qualidade e não preço!

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